Publicado por: armazemdeimoveis em: abril 19, 2010
Pesquisa mostra que aumentou o número de curitibanos que pretendem comprar a casa própria nos próximos meses.
Mais de um terço dos curitibanos pretende comprar um imóvel nos próximos três anos. Pesquisa encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) no Paraná mostra que 35% da população da cidade tem planos de adquirir a casa própria, um índice bem acima do apurado na edição anterior do levantamento, em novembro do ano passado, de 10%.
A retomada do crescimento da economia, a confiança na manutenção do emprego e o aumento da renda, aliados ao crédito farto, ajudam a explicar a mudança nos números da pesquisa, segundo Marcos Kahtalian, consultor do Sinduscon. “Ninguém que tem medo de perder o emprego planeja comprar um imóvel. Esse receio desapareceu e as pessoas estão mais confiantes em fazer a compra”, diz. A pesquisa ouviu 664 pessoas com renda mensal a partir de R$ 2,5 mil.
Classe C
Segundo a pesquisa, 58,15% das pessoas que pretendem comprar imóveis estão dispostas a pagar até R$ 150 mil, o que revela, segundo Kahtalian, que é a classe C que vai puxar a demanda nos próximos anos.“Entre as grandes construtoras, dois terços dos lançamentos já são para esse mercado”, diz Kahtalian.
De acordo com as projeções da consultoria MB Associados, a classe média – com renda familiar de três a dez salários mínimos – terá uma demanda potencial de 10,4 milhões de imóveis até 2016 em todo o país. Esse cálculo é feito com base no número de novas famílias que surgem em cada classe, incluindo-se aí pessoas que partem para morar sozinhas, como um filho que sai de casa ou um divorciado. A consultoria excluiu o déficit habitacional – conceito que engloba 7 milhões de famílias em condições precárias de moradia.
Para o gerente de novos negócios da Thá Incorporações, Teofilo Ferreira de Morais, ninguém pode deixar de olhar para esse segmento. “A classe C vive o fenômeno da compra do primeiro imóvel”, afirma.
Lançamentos
Para aproveitar a demanda, as empresas do setor vêm acelerando o ritmo de lançamentos. Em Curitiba, o número de novos empreendimentos verticais pode alcançar, segundo Kahtalian, 10 mil unidades neste ano, contra 7 mil em 2009.
O crédito imobiliário, por sua vez, deve bater recorde, de acordo com projeções da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A entidade espera que o volume financiado atinja R$ 50 bilhões em 2010, sendo R$ 30 bilhões em financiamentos a aquisições e R$ 20 bilhões destinados à construção de novos empreendimentos. O valor é 47% superior ao liberado em 2009, quando os financiamentos somaram R$ 34 bilhões.
A Caixa Econômica Federal, que lidera o mercado no país, deve financiar R$ 2 bilhões em Curitiba, 42% mais do que no ano passado e nove vezes mais do que há cinco anos. Outros R$ 1 bilhão devem girar através de bancos privados. “Há uma maior disputa entre os bancos particulares, como Itaú, Bradesco, Santander e HSBC, que querem aumentar suas carteiras”, afirma Normando Baú, sócio gerente da Baú Construtora.
O interesse dos bancos privados aumentou principalmente em função da implantação da chamada alienação fiduciária, que aumentou as garantias de recuperação dos imóveis no caso de inadimplência, e da melhora do cenário econômico.
Chave na mão
“Hoje há crédito e muitas facilidades para comprar um imóvel”, diz a aposentada Josimari Ayres, de 53 anos, que comprou em dezembro do ano passado um apartamento para o filho, de 24 anos, no bairro Cristo Rei. Ela deu entrada de R$ 4,5 mil e vai dividir o restante do aporte inicial em 24 parcelas e dois balões. No total, vai financiar R$ 138 mil do valor do imóvel, de R$ 190 mil. Com o tempo, o filho deve assumir o financiamento do apartamento, que fica pronto em 2012.
Essa é a segunda compra recente de Josimari – o filho mais velho, de 30 anos, também ganhou seu imóvel. Apesar das facilidades, ela acredita que hoje é mais difícil adquirir um imóvel do que no passado, quando comprou a sua primeira casa própria. “Há muito crédito, mas os preços dos apartamentos subiram muito”, pondera.
No segmento econômico, com preços de até R$ 150 mil, os jovens casais e estudantes são os principais clientes. É o caso da estudante Aline Aby Azar, que trocou o aluguel pelo apartamento próprio. “Dei R$ 30 mil de entrada e pago hoje uma prestação de cerca de R$ 1 mil, mais barata do que um aluguel de um apartamento no meu prédio”, diz.
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Fonte: Gazeta do Povo
Publicado por: armazemdeimoveis em: março 8, 2010
Em Curitiba, três imóveis foram vistoriados e já estão liberados para habitação social.
Três imóveis em Curitiba, pertencentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), já foram vistoriados e aprovados para serem destinados para habitação de interesse social. A iniciativa faz parte das primeiras ações de um grupo de trabalho estadual, composto por diversos segmentos, com o objetivo de identificar imóveis da União que podem ser transformados em moradias populares. Outros 17 imóveis públicos, sendo 11 da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), em todo o estado, serão analisados nos próximos meses com o mesmo objetivo.
A formação do grupo de trabalho acompanha uma conjuntura nacional que vem se desenrolando nos últimos anos, desde o advento do Estatuto das Cidades, em 2001, passando pela portaria 232/2005, que determina que todo imóvel da União tenha função socioambiental, até a lei 11.481/07, que prevê a possibilidade de destinação de imóveis da União à população de baixa renda.
Para a coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Hilma Lourdes Santos Hilma, as ações são fruto de 20 anos de reivindicações dos movimentos sociais. “As coisas só acontecem quando pressionamos”, concorda a coordenadora nacional da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Maria da Graça.
De acordo com Hilma, há imóveis urbanos vazios ou subutilizados quase que na mesma proporção de pessoas que precisam de moradia. “Se todos virassem moradia social, não precisaria construir mais nada, só adequar”, argumenta Hilma.
Em 2007, um grupo de trabalho nacional sobre o tema, com membros dos movimentos populares, da Secretaria da Patrimônio da União Caixa Econômica Federal e Conselhos das Cidades (Concidades) foi instituído. No fim de 2008, foi dado o aval para a construção de grupos de trabalho estaduais, com composição parecida a do grupo nacional, acrescida de membros do Ministério Público, governo estadual e prefeitura, entre outros órgãos.
No Paraná, assim como na maior parte dos estados brasileiros, os trabalhos estão apenas no início. Os critérios de como a destinação será feita, quem ou quantos serão os beneficiados ou a quantidade de imóveis que serão utilizados ainda não estão definidos. A única certeza, por enquanto, segundo a presidente do Grupo Estadual para Habitação de Interesse Social, Urânia Flores, é que os imóveis serão transferidos diretamente às associações, cooperativas, entre outros, que representem o movimento social pela luta da moradia popular. Sabe-se também que a prioridade são famílias com renda até três salários mínimos.
Respeitando os critérios que serão estabelecidos pelos grupos de trabalho, os movimentos populares, então, serão os responsáveis pela captação de financiamento para construção ou reforma e destinação das moradias. Um dos modelos em estudo é o da propriedade coletiva, em que o imóvel permanece sendo de todos os moradores – o que poderia minimizar efeitos da especulação imobiliária.
De acordo com Urânia, no Paraná, a maior parte dos imóveis destinados à habitação social devem ser os da extinta RFFSA – estima-se que existam em torno de 6 mil em todo o estado, mas não se sabe quantos poderiam servir à esta função. Segundo Urânia, ainda, os primeiros imóveis aprovados à destinação no Paraná pertencem ao INSS porque eles iriam à leilão – depois que movimentos sociais que lutam pela moradia ocuparam imóveis do INSS em São Paulo, os leilões foram suspenso por trinta dias.
Fonte: Gazeta do Povo
Publicado por: armazemdeimoveis em: janeiro 14, 2010
Com valorização imobiliária de Curitiba, cifra simbólica de R$ 1 milhão deixou de ser sinônimo de casas e apartamentos ultraluxuosos.
O aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos fez da cifra de R$ 1 milhão algo bem mais “comum” no comércio de imóveis em Curitiba do que se pode imaginar. Ao contrário do que sugere o senso comum, não se trata de nada extraordinariamente luxuoso, de mansões de cinema ou apartamentos triplex. Não é difícil encontrar apartamentos de 400 metros quadrados em bairros considerados mais nobres da cidade, como Mossunguê, Batel e Cabral, sendo vendidos por esse valor – alguns com mais de uma década. Há cerca de quatro anos, estimam os especialistas do setor, o prêmio do Big Brother Brasil comprava dois imóveis desse porte. Hoje, talvez não compre nem um.
“O mercado está muito aquecido e o segmento de alto padrão também passou por uma grande valorização. O preço praticamente duplicou nos últimos cinco ou seis anos. Então, o conceito do R$ 1 milhão, que se imaginava para uma grande mansão, hoje está presente no alto padrão”, diz o diretor do Grupo Plaenge, Fernando Fabian. “É claro que R$ 1 milhão é uma cifra significativa. Mas não é mais sinônimo de altíssimo padrão, principalmente para as casas”, confirma o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi PR), Gustavo Selig.
A própria Plaenge está vendendo um apartamento nessa faixa de preço no Ecoville com 360 metros quadrados de área total (quatro quartos, duas suítes e três garagens). Quer mais espaço? Para ter as chaves de um outro lançamento, no Cabral, com 550 metros quadrados, é preciso desembolsar algo perto de R$ 1,5 milhão.
Depois de três anos à procura de um apartamento, uma advogada que prefere não se identificar acaba de assinar a compra de um imóvel por R$ 1,2 milhão – cerca de R$ 200 mil a mais do que imaginava gastar. “A maioria dos apartamentos está cara demais para o que oferece. Cheguei a ver um imóvel novo no Batel Soho com 270 metros quadrados por R$ 1,7 milhão”, conta.
Usados
A valorização se deu tanto para lançamentos quanto para imóveis usados, e fez com que a cifra chegasse também aos anúncios de apartamentos com até duas décadas – algo que há cinco anos não acontecia. “As cidades cresceram muito e as construções novas estão sendo feitas longe do Centro. Mas as pessoas valorizam cada vez mais a comodidade de estar em regiões mais centrais”, diz o diretor da Imobiliária Thá, José Renato Pallu. Segundo ele, há alguns anos um imóvel com idade entre 15 e 20 anos era vendido por cerca de R$ 1 mil o metro quadrado. “Hoje, dependendo da localização, já passa de R$ 1,7 mil.”
Em um busca na Rede Imóveis (www.redeimoveis.com.br) é possível encontrar, por exemplo, um apartamento de três quartos no Ecoville (com área útil de 285 metros quadrados) em um empreendimento de dez anos sendo vendido por R$ 1,05 milhão. No Água Verde, é preciso desembolsar R$ 1,45 milhão por um apartamento de 241 metros quadrados. No Cabral, são necessários R$ 1,65 milhão para morar em um imóvel de cerca de 550 metros quadrados, com 17 anos de uso.
No caso das casas, diz o diretor da Ademi, a cifra do R$ 1 milhão já aparece em imóveis mesmo fora das áreas tradicionais (Batel e Jardim Social), como Mossunguê, Orleans, São Braz e Campo Comprido – onde tem crescido a oferta de condomínios fechados. “Em alguns lugares mais procurados é difícil achar até opções mais baratas que R$ 1,5 milhão”, diz a gerente geral da Imobiliária Senzala, Augusta Coutinho Loch. “A demanda em alta e a falta de oferta faz com que os preços se valorizem ainda mais.” Parte dessa valorização, diz Augusta, também é resultado de um aumento no preço dos terrenos. Em alguns condomínios, eles chegam a custar até meio milhão de reais.
Causas
Há poucas semanas, a Senzala vendeu uma cobertura na Avenida Silva Jardim, no Batel, com 245 metros quadrados de área útil por cerca de R$ 900 mil – um “achado”, diz Augusta. “A pessoa comprou muito bem porque os antigos proprietários tinham interesse em vender logo. O custo do metro quadrado ficou em torno de R$ 1,6 mil, mas valeria até R$ 2 mil”, diz.
Augusta acredita que esta forte valorização é, em parte, consequência da entrada de grandes construturas e incorporadoras de São Paulo no mercado curitibano. “Elas entraram com preços de São Paulo e as pessoas aceitaram”, diz. “Mas em alguns casos os preços estão tão absurdos, que tenho receio de que o mercado fique estagnado em breve. As pessoas não terão mais como comprar.”
Para Selig, da Ademi, a forte valorização dos imóveis é resultado de uma combinação de três fatores: o aumento da demanda, a recuperação de preços defasados e, por fim, do próprio crescimento da cidade. “Estamos ainda chegando perto da média de preços de imóveis em Porto Alegre e Belo Horizonte, por exemplo, capitais com características bem parecidas com Curitiba”, diz.
A tendência, diz o diretor, é que os imóveis cheguem ao fim deste ano com uma valorização de cerca de 22% em relação ao preço atual – em todas as faixas, inclusive para as construções de alto padrão. “Só nos imóveis de classe média, entre R$ 200 mil e R$ 400 mil, a valorização pode ser um pouco menor, porque há uma grande oferta”, diz.
Fonte: Gazeta do Povo
Publicado por: armazemdeimoveis em: dezembro 14, 2009
Sinduscon-PR apresenta balanço de 2009 e pesquisa apontando que 10% dos curitibanos pretendem comprar imóvel até 2013.
O mercado da construção civil fecha o ano de 2009 comemorando a superação definitiva da crise e o amadurecimento do mercado. Esse foi o balanço apresentado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), na segunda-feira. Hamilton Pinheiro Franck, presidente da entidade, explicou que a crise financeira, que teve início em outubro de 2008, redesenhou o mercado. “Fugimos da bolha e da especulação que nos ameaçava em 2008. Houve uma mudança clara de pensamento. Hoje crescemos em um ritmo consistente e equilibrado”, disse.
O principal indicador de crescimento está no número de financiamentos de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Dados da Caixa Econômica Federal (CEF) mostram que, de janeiro a novembro de 2008, a instituição havia concedido, no Paraná, R$ 1,32 bilhão de crédito imobiliário. No mesmo período de 2009, esse valor foi de R$ 2,5 bilhões, um incremento de 89%.
Os números de Curitiba representam pouco menos de 50% do total de financiamentos concedidos pela CEF. “Esse número sempre representou mais da metade. Mas o retrospecto mostra que o mercado de construção de outras cidades, como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, também estão em desenvolvimento”, avalia.
Para Franck, um dos principais impulsos de 2009 foi o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida que motivou o financiamento de R$ 11,17 bilhões em todo o país. “Embora a faixa de preço do programa se concentre principalmente em imóveis de até R$ 100 mil, em Curitiba há um mercado expressivo para imóveis que vão até R$ 150 mil, mesmo sem o subsídio”, comentou Franck.
A reação teve impacto também na geração de emprego. Em outubro de 2008 eram 53 mil postos de trabalho na construção civil em Curitiba e 114 mil no Paraná. No mesmo mês deste ano, o número subiu para 57 mil e 119 mil, respectivamente.
A performance do segundo semestre de 2009 deve elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do setor para até 2,5%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2010, a FGV estima que a construção retome seu ritmo de crescimento de 2008 e fique entre 7,5% e 9%.
No Paraná, a projeção também é otimista. O Sinduscon-PR encomendou uma pesquisa, desenvolvida pela 2DO, para analisar a tendência imobiliária em Curitiba nos próximos três anos. “O primeiro número da amostragem aponta que 10,52% dos curitibanos entrevistados pretendem adquirir imóveis nos próximos anos”, diz Marcos Kahtalian, consultor do Sinduscon-PR para a área de mercado.
A pesquisa, que deverá manter periodicidade de seis meses, entrevistou 504 pessoas, em vários pontos de Curitiba, com renda média de R$ 2,5 mil mensais. “É interessante notar que essa pesquisa exclui o público que comprará imóveis com o subsídio do Minha Casa, Minha Vida. Se levarmos esse número em consideração, vislumbraremos um mercado ainda mais expressivo”, completou Franck.
O estudo mostra ainda que dos 10,52% que pensam em comprar um imóvel até 2013, 83% utilizarão o imóvel para moradia, 11% têm o objetivo de investir e alugar e apenas 6% pensam em comprar na planta para revender posteriormente. “Nosso medo em 2008 era a percepção de que muitas pessoas compravam na planta pensando em revender”, lembra Franck.
Segundo ele, uma pesquisa informal junto às imobiliárias apontava para um percentual em torno de 50% de imóveis para revenda. “As unidades voltariam para o mercado de forma desordenada e comercializadas por pessoas sem conhecimento do setor. Com a crise o mercado se assentou também”, analisa. “Com essas informações, os empresários do setor têm mais clareza de onde está o seu público-alvo, e melhores condições de elaborar um bom planejamento de investimentos em novos negócios”, destaca Kahtalian.
Proposta
Franck citou a proposta apresentada para a Prefeitura de Curitiba para o adensamento das ZR-2. “Há muitas áreas onde se poderia comprar terrenos mais em conta e ter empreendimentos de até quatro pavimentos, mas o fato de ser ZR-2 só permite que se construa dois.” Segundo ele, a prefeitura admite determinar algumas áreas e transformá-las em ZR-4, mas a proposta do Sinduscon-PR prevê que a medida seja válida em toda a cidade. “Se for direcionada, invariavelmente os terrenos vão passar de R$ 150 o metro quadrado para R$ 600. É isso que queremos evitar”, explicou.
Fonte: Gazeta do Povo
Publicado por: armazemdeimoveis em: novembro 30, 2009
Há 4.400 imóveis disponíveis para locação residencial em Curitiba. A expectativa é que haja 1.500 imóveis vagos a mais em relação a 2008. A alta na oferta pode puxar o preço do aluguel um pouco para baixo, mas investir nesse mercado ainda compensa.
Os meses de janeiro, fevereiro e março costumam ser os mais quentes para o mercado de locação, especialmente o segundo mês do ano. É o que informa o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).
O diretor-executivo da Administradora Gonzaga, Roberto Gonzaga, comenta que aluga de 180 a 200 imóveis por mês e que, no período de janeiro a começo de março, as locações sobem cerca de 35%, chegando a cerca de 260 imóveis alugados por mês na Gonzaga. “Os estudantes e gerentes de empresas transferidos para a cidade são os responsáveis pela maior procura de imóveis nessa época do ano. As transferências das empresas são feitas normalmente nesse período para não atrapalhar o calendário escolar dos filhos.”
Ana Maria Morais Milarski, gerente de Locações da Imobiliária Cibraco, diz que já há movimentação nos meses de novembro e dezembro de sondagem para aluguel no começo do ano. “Os clientes aproveitam os últimos meses do ano para conhecer a cidade, os bairros, o entorno do local de trabalho e escolas, e começam uma negociação.”
Oferta em alta
O vice-presidente da área de Locações e Administração Imobiliária do Secovi-PR, Luiz Valdir Nardelli, diz que a expectativa para este ano é diferente em relação ao ano passado. “Tínhamos chegado a esse período com uma oferta muito pequena. Hoje, a oferta subiu bastante e quem procurar terá mais opções do que no ano passado”, afirma. Os números do Secovi-PR confirmam: em novembro de 2008 havia 3.100 imóveis residenciais disponíveis para locação em Curitiba. Já em 2009, ainda em outubro, eram 4.400, isso sem contar os comerciais. Nardelli acredita que neste ano o aumento em relação ao ano passado será de cerca de 1.500 unidades.
Gonzaga acredita que esse aumento na disponibilidade é decorrente do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, e de mais facilidades de crédito. “De 28% a 30% dos locatários foram para sua casa própria, deixando livres muitos imóveis”. Mas o mercado continua dando conta da oferta, segundo Nardeli.
Gonzaga lembra ainda que a alta na oferta deste ano pode fazer o setor enfrentar o período de ouro da locação com preços mais baixos. No entanto, ele ressalta que continua sendo o investimento mais rentável que existe, porque há três ganhos: o direto – que corresponde a cerca de 0,7% do valor total do imóvel por mês –, o indireto –que seria o que o proprietário deixa de pagar quando aluga (IPTU, condomínio, seguro incêndio, entre outras taxas) – e a valorização natural do imóvel – que varia de 12% a 25% ao ano, dependendo do tipo de imóvel. “A oferta maior não é uma preocupação, porque a valorização do imóvel reflete na locação posteriormente. Esses três ganhos são robustos e seguros e nenhuma aplicação financeira acompanha.”
Nardelli ressalta que, nos países desenvolvidos, mais ou menos 35% da população mora de aluguel. Em Curitiba, esse índice é de 17,5% e, no Brasil, 16%. “A oferta aumentou, o aluguel está estável, estamos num mercado tranquilo, sem nenhum sobressalto. O proprietário está satisfeito porque o aluguel está em um nível bom, o inquilino porque tem muitas opções. Poucas vezes no Brasil tivemos um equilíbrio tão bom para ambas as partes.”
Nilson Fidelis de Souza, 62 anos, aproveitou o momento. Ele é técnico administrativo da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e está para ser transferido para a capital. Há um mês em Curitiba por outros motivos, ele conta que foi fácil conseguir imóvel para alugar. “Selecionei alguns imóveis, algumas imobiliárias, vim para Curitiba e confirmei minhas escolhas”, diz ele, que alugou um apartamento mobiliado de um dormitório, no Centro, na faixa de R$ 900 – contando o condomínio.
O estudante Guilherme Weigert, 17 anos, de Guarapuava, passou em Engenharia Ambiental na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e já está se preparando para morar em Curitiba, mas ainda não definiu o que fazer. Por um lado, pensa em comprar imóvel como forma de investimento a longo prazo; por outro lado, pensa em alugar. “A vantagem do aluguel é que, se eu não conseguir me adaptar bem, não teria de me desfazer de um apartamento comprado, o que seria bem mais difícil. É uma cidade maior, uma vida diferente.”
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Publicado por: armazemdeimoveis em: novembro 14, 2009
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Publicado por: armazemdeimoveis em: novembro 3, 2009
São mais de 15 mil imóveis, entre novos, usados e na planta…
Com o setor da construção civil em franco crescimento e perspectivas otimistas para próximo ano, a Feira de Imóveis do Paraná 2009 espera bater um novo recorde de vendas.
O evento, que acontece no início do próximo mês, entre os dias 4 e 8 de novembro, no Piso Poty do Estação Embratel Convention Center, em Curitiba (PR), é uma das principais vitrines de imóveis do Brasil, sendo a única ininterrupta desde 1991, ano de sua primeira edição.
Quem está pensando em comprar e conhecer, de uma só vez, milhares de opções de imóveis de Curitiba, região metropolitana e litoral do Paraná e Santa Catarina não pode deixar de ir à feira.
São mais de 15 mil imóveis, entre novos, usados e na planta (apartamentos, casas, sobrados, terrenos, salas comerciais, entre outros), para venda e locação.
O evento reúne também produtos, serviços de administradoras de consórcios, agentes financeiros e outras entidades ligadas à construção civil, compondo ao todo 66 expositores, instalados numa área de 3 mil metros quadrados, com infra-estrutura de ponta e uma série de serviços disponíveis aos visitantes, tais como estacionamento coberto, com mais de 1.700 vagas.
De acordo com o presidente da Ademi-PR, Gustavo Selig, a grande adesão ao evento, por parte dos expositores, é uma prova do vigor e do crescimento setor, principalmente em Curitiba (PR). “A lógica financeira do Governo foi apostar na Construção Civil para sair da crise – um setor com grande capacidade de geração de emprego e poder de mobilização industrial – que soube mostrar resultados, puxando o PIB brasileiro para cima”, destaca.
Segundo Gustavo Selig, o setor fez a sua parte, em tempo hábil, pois investiu na construção de novas unidades, padrões diferenciados e ofertas para todos os tipos, perfis e faixa de renda, aproveitando as políticas de investimento e a concessão de crédito facilitada ao consumidor. “É neste context que a Feira de Imóveis 2009 do Paraná terá um grande diferencial em relação às outras: a acessibilidade ao imóvel”, ressalta.
Quem for à feira poderá receber um serviço de atendimento exclusivo da CAIXA, realizado por gerentes do banco que vão oferecer simulações e um pré-cadastro para a viabilização de linhas de crédito e participação em consórcios imobiliários. São várias opções, para pagamentos em até 30 anos.
Serviço:
Entrada franca
Local: Estação Embratel Convetion Center, Piso Poty, em Curitiba (PR).
Horários de funcionamento: na quarta-feira (04/11) das 18h às 22h; na quinta e sexta-feira (05 e 06/08) das 17h às 22h; no sábado (07/11) das 14h às 22h e no domingo (08/11) das 14h às 20h.
Fonte: www.bemparana.com.br
Publicado por: armazemdeimoveis em: outubro 22, 2009
Para que a relação seja sempre harmoniosa, o melhor é conversar e sempre buscar um acordo. A lei de locação é clara com os direitos e deveres de inquilinos e proprietários.
Você que paga aluguel ou tem um imóvel alugado sabe que muitas vezes nessa relação surgem dúvidas de quem paga o quê… Contas como IPTU, gastos com reformas, manutenção do prédio…
Mas a lei de locação é clara com os direitos e deveres de inquilinos e proprietários.
Parece uma conversa entre amigos, mas a relação é de inquilino e proprietário. Hoje eles estão decidindo o que precisa ser feito na casa e quem paga a conta.
“O portão está com problemas e precisa consertar, então a gente vai conversar para ver o que fazer”, diz Laurindo Cintra, marceneiro.
Para que a relação seja sempre harmoniosa, o melhor mesmo é conversar e sempre buscar um acordo. Não é só pagar o aluguel em dia, o inquilino tem outras obrigações.
“A manutenção do apartamento é uma outra obrigação muito importante do inquilino porque se ele usar mal o imóvel ele vai arcar com os reparos que esse mal uso provocar de danos para o imóvel”, diz Marcelo de Almeida, comissão direito imobiliário OAB-SP.
Por isso é importante fazer um relatório com fotos da situação do imóvel no momento da locação, já a manutenção fica por conta do inquilino. Isso inclui a jardinagem, o conserto dos aparelhos da academia, mas se o prédio vai ganhar uma piscina nova quem paga a taxa extra é o proprietário.
“São classificadas como despesas extraordinárias porque agregam patrimônio, agregam valor ao imóvel então esse tipo de despesa cabe ao proprietário do imóvel”, explica Almeida.
Mas o campeão da polêmica é mesmo o IPTU. Afinal de contas, quem deve pagar o imposto predial do imóvel? O proprietário ou o inquilino? A lei estabelece que esta responsabilidade é do dono do imóvel, a menos que o contrato diga o contrário.
O que acontece na maioria dos casos é que essa conta acaba sobrando para quem aluga, mas só é obrigado a pagar quem aceitou essa condição.
“Deve estar explícito no contrato de locação que a despesa de IPTU corre por conta de quem, do proprietário ou do inquilino, na omissão o proprietário deve arcar com o pagamento”, esclarece Fábio Kurbhi, Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios – SP.
Depois de 15 anos como inquilinos, a família Cintra chegou a um acordo com o dono. E hoje quem paga o IPTU é seu Pedro.
“Eu vi que é melhor eu pagar e ele continuar na casa, conservando a casa, então com isso ganha eu e ganha ele”, diz Pedro Augusto da Nóbrega, proprietário do imóvel.
Fonte: Globo.com
Publicado por: armazemdeimoveis em: outubro 21, 2009
Estimativas dão conta de que 70% dos financiamentos estão parados por conta da paralisação
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada no dia 24 de setembro, paralisou 70% das operações de compra e venda de imóveis em Curitiba. Embora não existam números oficiais sobre o assunto, em várias imobiliárias e despachantes consultados pela reportagem do Jornal do Estado, as informações eram de que o compasso era de espera.
Na assessoria da Caixa, em Brasília, as informações são de que, como estão com número reduzido de funcionários, a prioridade nas agências tem sido o atendimento aos clientes e não a elaboração de relatórios de atendimento. Em Curitiba são 51 agências.
“Não temos como saber exatamente quantos processos foram afetados, mas 70% dos financiamentos são feitos pela Caixa e das operações de compra e venda de imóveis novos e usados cerca de 60% a 70% são em forma de financiamento”, disse o superintendente da Rede de franquia imobiliária Apolar, Michel Jean Galiano.
Um outro ponto ressaltado por Galiano refere-se aos custos das certidões, arcadas geralmente por quem está comprando ou vendendo um imóvel. “O mínimo que se gasta são R$ 700 mais o despachante”, conta. Esse é o montante necessário para o pagamento das certidões de um casal, necessárias para a liberação de um financiamento, e que têm validade de um mês.
Adriana Bueno do Amaral, que precisa apenas assinar o contrato de financiamento com a Caixa, disse que ainda não fez as contas. “Não quero perder ainda mais a paciência. Íamos assinar o contrato no dia em que começou a greve, eu e meu marido”, disse.
Eles estavam comprando uma casa no Umbará, pela qual já deram R$ 15 mil de entrada. “Além disso, fiz um empréstimo para pagar a papelada e até agora nada da Caixa voltar. Eu já estou até pagando as parcelas do empréstimo, mas ainda sem a minha casa”, desabafa.
Outras imobiliárias foram ouvidas informalmente pela reportagem, como Cilar, Gonzaga, Paranaense e Alcácer. Em todas a reclamação era a mesma a cerca da paralisação.
Nos cartórios de registros de imóveis, a situação deve “aparecer” em 30 dias mais ou menos, segundo as informações do cartorário José Augusto Alves Pinto, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg-PR). “Os registros que estão sendo realizados agora são resultados de negócios iniciados há 30, 60 dias mais ou menor”, conta.
Alves Pinto, que tem cartório de registro de imóveis em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), diz que houve uma queda no movimento de seu cartório, mas pequena. Em Curitiba, segundo a página da Anoreg, há 9 cartórios de registros de imóveis. Em alguns ouvidos pela reportagem a informação era de que a paralisação da Caixa já havia começado a afetar o movimento, com uma redução de cerca de 20%.
Fonte: Portal Bem Paraná
Publicado por: armazemdeimoveis em: outubro 20, 2009
O volume de empréstimos imobiliários com recursos da caderneta de poupança alcançou 3,6 bilhões de reais em setembro, um recorde em 2009 e na história do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O volume de financiamentos contratados no mês passado corresponde a alta de 13,3 por cento ante o registrado em agosto.
Nos últimos 12 meses, conforme a entidade, as operações contratadas no âmbito do SBPE somam 30,4 bilhões de reais, com aumento de 4,7 por cento em relação a setembro do ano passado.
Também em número de unidades financiadas setembro representou um novo recorde para o ano, e o quarto melhor na história do SBPE. No mês passado, foram financiados 30.286 imóveis, ante 29.641 em agosto e 29.374 em setembro de 2008.
Em 12 meses, aponta a Abecip, “foram concedidos 282 mil financiamentos, com valor médio de cerca de 120 mil reais por unidade, superior em quase 20 por cento à média de 2008.”
Em relação à captação líquida da poupança, a Abecip informa que, em setembro, o resultado foi de 3,5 bilhões de reais, com alta de 1,5 por cento ante agosto.
No mês passado, o saldo das cadernetas de poupança no SBPE totalizou 238,1 bilhões de reais, com crescimento nominal de 15,9 por cento ante setembro de 2008.
Conforme a Abecip, os “dados indicam que o SBPE retomou os níveis de atividade anteriores à crise e tenderá a apresentar evolução positiva, em termos reais, em 2009, quebrando os recordes de 2008, quando foram financiadas 299.685 unidades, no montante de 30,032 bilhões de reais”.
Fonte: Agência Reuters